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Publicado em: 02/03/2022

Entidades da Frente Unificada cobram na Assembleia Legislativa pacto salarial feito por Casagrande

No plenário da Assembleia Legislativa na última semana foi realizado um ato público protagonizado pelos representantes da Frente Unificada de Valorização Salarial (FUVS) na intenção de mostrar com habilidade técnica e coerência pontos cruciais diante da posição do governo de não cumprir um acordo assinado em 2020 relativo à Revisão Geral Anual (RGA).

Durante a exposição pública transmitida ao vivo pela TV Assembleia, os representantes foram firmes em afirmar também, que o atual governador de Renato Casagrande (PSB) não atua na condução institucional de estabelecer um diálogo direto com as entidades que compõem a FUVS.

Representantes das entidades que fazem parte da FUVS na Assembleia Legislativa

Representantes das entidades que fazem parte da FUVS na Assembleia Legislativa (Fev/22)

Dentro de uma narrativa coesa e prudente foi exposto pelos representantes das entidades durante a sessão do Poder Legislativo Estadual que o reajuste de 6% concedido pelo Palácio Anchieta para todos os servidores estaduais e o outro percentual de mais 4% (especificamente para os servidores da segurança pública), não demonstram para a categoria destes servidores, uma recuperação financeira. Pois, existem perdas inflacionárias acumuladas.

O Presidente da Associação dos Bombeiros (ABMES), Ten. Emerson Santana declarou que apesar do ES ser uma das economia mais forte do país,  “temos um dos piores salários do Brasil, então colocamos aqui nosso repúdio pela falta de comprometimento com a categoria” disse.

Manifestações de apoio dos associados na galeria da ALES

No mesmo momento que os representantes das entidades iniciavam as explicações e motivos de estarem ali, da galeria recebiam aplausos e apoio de diversos associados ligados as entidades ou sindicatos.

Haviam faixas que retratam que no Espírito Santo os salários dos policiais e bombeiros militares estão entre os piores do país. Nas apresentações das entidades representativas foi abordado também as formas e as condições que foram impostas para o acordo em 2020, que segundo a FUVS até hoje não foi cumprido na sua integralidade.

Antes mesmo do envio pelo Governo do Projeto de Lei (PL) sobre o percentual de reajuste salarial para os servidores públicos do ES as entidades já estavam juntas na luta pelo indicador percentual de 16% (que inclusive foi discutido e aprovado pelos associados em Assembleia Geral Unificada).

Ficou nítido que o não cumprimento do acordo por parte do governo traz prejuízos para os associados e as suas famílias. De acordo com o Presidente da ASPOMIRES, Cap. Thompson “este acordo foi cumprido parcialmente, precisamos da recomposição salarial de acordo com a inflação. É isto que esperávamos, no entanto, o percentual aprovado aqui nesta Casa enviado pelo projeto do governo foi menor. Estamos amargando um prejuízo ao longo dos anos, sempre tendo nossos salários sempre inferior ao acumulado da inflação” declarou Thompson.

Foi um movimento claro e objetivo que tinha como ponto crucial levar ao conhecimento dos deputados capixabas que as entidades possuem argumentos técnicos para confrontar com a falta de habilidade do governo com o assunto. Chegaram até mesmo a apresentarem uma cópia do documento assinado pelos representantes do governo que garantia a revisão anual com reajuste linear da inflação em dezembro de 2020, 2021 e 2022.

Veja aqui o documento completo: Memoria Técnica da Reunião

Já o representante da Associação de Cabos e Soldados, Cabo Góes  disse que “há um percentual em separado, porém não contempla o acordado, que seria a reposição integral da revisão geral anual”, completou.

Outro representante foi o Presidente da Associação dos Investigadores, Júnior Fialho enfatizou que o governo não cumpriu o que foi assinado. “Na negociação que foi feita com ele, mesmo não sendo aquilo que era o ideal, está assinado. Isto é uma prova material. Pedimos aos deputados que conversem com o governo para que abra as portas para que tenha uma agenda efetivamente. Precisamos conseguir uma resposta do governador Renato Casagrande” enfatizou.

Contudo, ao assumir o governo do Estado, “Casagrande fechou as portas para o diálogo e após muita luta impôs uma reposição salarial que nada mudou a vergonhosa situação” disse um policial que participou do ato na galeria da Assembleia.

Uma nova mobilização das entidades está sendo aguardado pelos associados das entidades conforme deliberação na Assembleia Geral Unificada. Estas ações fazem parte do programa de ação elaborado pela FUVS.